Solução para Orçamento 2016 é que garantirá volta crescimento, diz Levy



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28/10/2015 - 00:00

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, defendeu ontem (27) a aprovação do Orçamento 2016 e da agenda tributária no Congresso como principal caminho para garantir o reequilíbrio das contas públicas e a retomada do crescimento da economia brasileira.

"Há um trabalho muito grande a ser feito porque evidentemente houve uma aceleração nos gastos que evidentemente temos que equilibrar. Temos que agir rápido, é fundamental que se converta para uma solução para o orçamento de 2016, porque ele é que vai trazer a confiança que obviamente tem uma barganha clara", disse Levy, que participou, em São Paulo, do seminário "Investimentos no Brasil é brasileiro no exterior".

"Na medida que resolver o Orçamento de 2016 de uma maneira séria, segura, eu tenho convicção que a economia vai voltar a crescer, e vai voltar a crescer rápido", completou.

Para aumentar a confiança no Brasil, o governo anunciou em setembro que buscará em 2016 um superávit primário, a economia para pagar juros da dívida pública, de 0,7% do PIB.

Revisão da meta fiscal de 2015

Sobre a revisão da meta fiscal para 2015, o ministro disse que o anúncio deve ser feito ainda nesta terça-feira pelo Ministério do Planejamento.

"Nós devemos estar mandando uma correspondência para o relator da LDO 2015 ainda hoje e com isso deve se dar uma indicação do que deve ser a meta alcançável para este ano diante da série de eventos que tem acontecido e impactado a nossa economia", disse.

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, recebe nesta tarde o deputado Hugo Leal (PROS-RJ), relator do projeto que altera a meta de superávit primário de 2015 no orçamento da União.

Na semana passada, o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, afirmou que o governo federal trabalha com uma estimativa de déficit de R$ 50 bilhões para 2015.

Em junho, o governo já revisou para baixo a meta fiscal. Na peça orçamentária original, a previsão do governo era um superávit de R$ 66,3 bilhões, ou 1,19% do PIB. Atualmente, a meta para 2015 é de R$ 8,747, o equivalente a 0,15% do PIB.

'Não há soluções fáceis', diz Levy

Segundo o ministro, a fraca atividade econômica está relacionada à incerteza em relação a trajetória dos gastos públicos. "A demanda no país está fraca porque há incerteza e há incerteza porque não se sabe como e quando nosso orçamento será votado", disse Levy.

"A sociedade está esperando o ambiente político. A gente não pode postergar esta solução e também não pode ir atrás de soluções fáceis. Não há soluções faceis. Tem um ditado que diz que quando se anda por atalhos, nunca sai dos trabalhos. Se a gente enfrenta as coisas como elas são, em geral tem sucesso mais rápido", declarou o ministro.

Questionado sobre o uso de recursos do BNDES em pedaladas fiscais, o ministro disse que "há atrasos de pagamentos para algumas instituições financeiras" e que o governo irá regularizar as transferências dentro de um cronograma a ser ainda decidido.

Fonte: G1

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Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

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