Reforma tributária deixará carga no Brasil próxima de um paraíso fiscal, diz relator



Essa página teve 32 visualizações


14/07/2021 - 08:18

Reforma tributária deixará carga no Brasil próxima de um paraíso fiscal, diz relator

  O relator da segunda parte da reforma tributária na Câmara dos Deputados Celso Sabino (PSDB-PA) declarou nesta terça-feira (13) que a redução da carga para empresas aproxima o Brasil do nível de paraísos fiscais. A proposta inicial de reforma tributária enviada pela equipe econômica do governo federal previa uma diminuição da alíquota do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) de 15% para 12,5%, no primeiro ano, e para 10%, no segundo ano. O texto do relator corta o tributo para empresas com lucros de até R$ 20 mil por mês de 15% para 5%, no primeiro, e, depois, para 2,5%. Para aqueles com ganhos acima de R$ 20 mil, a alíquota cairia de 25% para 15% e, em 2023, para R$ 12,5%. Há ainda a incidência da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Companhias com lucros superiores a R$ 20 mil por mês, como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), por exemplo, teriam de pagar uma carga de 21,5%.

“É considerado, pela Legislação, paraíso fiscal os países que tributam a renda corporativa em até 20%,” afirmou Celso Sabino em live da SUNO Resarch. “Vamos chegar, em relação às empresas com lucros acima de R$ 20 mil por mês, em uma tributação de 21,5%, a um ponto percentual e meio de sermos considerados por nós mesmos um paraíso fiscal.”

Segundo o parlamentar, a alteração reduz carga tributária do capital produtivo e compensar da renda. O projeto manteve a taxação em 20% de dividendos, mas retirou cobrança quando seria distribuído por empresas do mesmo grupo.

A aposta, tanto do governo quanto do Congresso, é: ao abrir de arrecadação, a economia girará e a base aumentará. “[A reforma tributária] tende a ser o maior projeto dos últimos anos de geração de emprego para o Brasil.”

Reforma tributária não taxará rendimentos de fundos imobiliários

Outra mudança importante abordada pelo relator do texto da segunda fase da reforma tributária foi a retirada do trecho o qual previa a taxação em 15% de rendimentos de fundos imobiliários (FIIs).

“Procuramos todos os recursos possíveis dentro do Orçamento Público para chegar à alíquota do imposto de renda e para tirar os fundos de investimento imobiliário da tributação.”

O plano é buscar a compensação em benefícios a alguns segmentos econômicos, incluindo os setores público, de perfumaria e de cosméticos.

A expectativa de Celso Sabino é que a reforma tributária seja votada em agosto, depois do recesso parlamentar.   Foto: Leonardo Sá/Agência Senado Fonte: Suno

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Faltando 1 mês, 395 mil ainda não declararam Imposto de Renda em MS

Receita Federal espera receber 650 mil documentos até 29 de maio no Estado

Pesquisa aponta redução no preço do diesel no anel viário de Campo Grande

Análise considera os preços de seis postos situados em regiões estratégicas do anel viário




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---