Receita da indústria da construção somou R$ 337,6 bi em 2013, diz IBGE



Essa página teve 41 visualizações


21/10/2015 - 00:00

A receita operacional líquida da indústria da construção alcançou R$ 337,6 bilhões em 2013, o que corresponde a um crescimento em termos reais de 5,3% em relação a 2012, quando havia somado R$ 313,5 bilhões. Os dados são da Pesquisa Anual da Indústria da Construção de 2013, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (21).

Segundo o instituto, o ano de 2013 para o setor foi influenciado positivamente por uma maior oferta de crédito imobiliário, por programas de investimento, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Programa Minha Casa Minha Vida, e pelas obras para a Copa do Mundo em 2014.

“Em conjunto, esses fatores contribuíram para que fossem realizados investimentos em obras de infraestrutura e na construção de edificações residenciais, que têm prazos de longa maturação”, analisou o órgão.

3 milhões de pessoas ocupadas

A despesa total com pessoal ocupado respondeu por 33,9% do total dos custos das empresas de construção, ou R$ 102,3 bilhões. Desse total, R$ 67,4 bilhões foram gastos com salários, retiradas e outras remunerações. Segundo a pesquisa, esse resultado é superior ao analisado em 2012, quando esse custo havia sido de 32,6%.

Ainda segundo o levantamento do IBGE, o salário médio mensal avançou 0,6% em termos reais, mostrou a PAIC, passando de R$ 1.648,66 em 2012, para R$ 1.750,88 em 2013.

“Ao avaliar os resultados de 2013, deve-se considerar que a PAIC captou aumento de 5,5% no número de empresas ativas em relação a 2012, ao passar de 106,1 mil para 111,9 mil empresas”. Juntas, os empreendimentos ocuparam 3 milhões de pessoas, segundo o IBGE.

Obras, serviços e incorporações

Em 2013, as empresas do setor realizaram obras e/ou serviços e incorporações no valor de R$ 357,7 bilhões. Esse resultado é 3,7% maior do que o observado no ano anterior, de acordo com o levantamento. Dessa quantia, R$ 346,7 bilhões referem-se apenas ao valor das obras e ou serviços da construção, sem considerar as incorporações, afirmou o órgão.

Do total do montante, R$ 116,8 bilhões derivaram de obras contratadas por entidades públicas. Elas representaram 33,7% do total das construções, participação menor do que a verificada em 2012, 35%.

O valor das construções das obras de infraestrutura passou de R$ 121,9 bilhões (2012) para R$ 129,6 bilhões, em 2013, e o resultado aumentou a participação do segmento para 44,3%. No ano anterior, havia sido 43,4%.

“Os produtos que mais aumentaram no período considerado foram: quadras, piscinas, pistas de competição e outras instalações esportivas e recreativas semelhantes, que passaram de R$ 785,9 milhões para R$ 17,7 bilhões; e pistas de aeroportos, que passaram de R$ 114,0 milhões para R$ 726,5 milhões”.

Despesa com materiais

O consumo de materiais de construção manteve 24,8% em 2013, resultado próximo ao obtida em 2012 (24,9%). Obras e/ou serviços contratados a terceiros também figuram entre os principais custos e despesas da atividade de construção, passando de 11,1%, em 2012, para 11,2% do total em 2013.

Investimentos

A PAIC mostrou ainda que os investimentos líquidos de ativos realizados por todas as empresas do setor da construção totalizaram R$ 9,7 bilhões em 2013. Destacou-se, segundo o instituto, o investimento em máquinas e equipamentos, que correspondeu a 44,9% do total. Terrenos e edificações foi o segundo destaque, com 28%, seguidos de transportes, 18,3%, e outras aquisições, como móveis e microcomputadores, 8,8%.

Setores que mais contribuíram

Ainda segundo a pesquisa, a construção de edifícios se manteve como o setor que mais contribuiu para o crescimento do valor corrente dos empreendimentos da indústria de construção. Em 2013, foram R$ 153,2 bilhões das incorporações, obras e/ou serviços, e a participação sobre o total alcançou 42,8%, no ano.

O setor de obras de infraestrutura foi o segundo que mais contribuiu, com R$ 140,9 bilhões. Contudo, sua participação em 2013 foi menor do que a observada em 2012: 39,4% contra 40,5%.

Já os serviços especializados para construção mostraram crescimento na sua participação financeira, somando R$ 63,5 bilhões, e indo de 16,8%, em 2012, para 17,8%, em 2013.

Participação das regiões

A maior participação no setor da construção, no ano da pesquisa, foi observada no Sudeste. A região manteve a liderança no pessoal ocupado, 54,5%, quanto no valor das obras e/ou serviços e incorporações, 60,4%.

As regiões Norte e Nordeste, contudo, foram as que mais cresceram, segundo o IBGE, na comparação entre 2012 e 2013, tanto no critério de pessoal ocupado quanto no valor das incorporações, obras e/ou serviços.

Fonte: G1

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

Expectativa é que economia do país cresça 1,85%

Governo divulga novos preços de combustíveis para cálculo do ICMS

Valores definidos pelo Confaz servem de base para tributação estadual e entram em vigor em 1° de maio

Renda comprometida do brasileiro com dívidas atinge nível recorde, diz BC

Quase metade da população está endividada no Brasil




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---