País pode gastar até R$ 750 milhões a mais para gerar energia em 2016



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04/08/2016 - 00:00

A falta de chuvas no Ceará pode restringir a operação de duas usinas termelétricas no estado, o que levaria a um aumento de até R$ 750 milhões no custo de geração elétrica no país até o final de 2016.

O alerta está em um relatório do Ministério de Minas e Energia sobre a reunião desta quarta-feira (3) do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). A situação no Ceará foi discutida durante o encontro.

De acordo com o secretário cearense de Recursos Hídricos, Francisco José Coelho Teixeira, reservatórios que representam 95% da capacidade de armazenamento do estado estão hoje com nível de água abaixo dos 30% “devido à situação climática desfavorável dos últimos anos.”

A falta de água pode restringir a operação das usinas termelétricas Pecém I e Pecém II que, apesar de produzirem energia por meio da queima de carvão, precisam também de água para funcionar. Juntas, as duas térmicas têm capacidade para 1.080 megawatts (MW)

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), segundo o relatório, aponta que a substituição das duas usinas pode gerar um gasto adicional estimado entre R$ 650 milhões e R$ 750 milhões até o final do ano. Isso porque, no lugar delas, seria necessário acionar termelétricas com custo de produção mais alto.

Ainda de acordo com o relatório, foi criado um grupo de trabalho para analisar o assunto. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), diz o documento, também avalia a situação no Ceará.

Sobradinho

O texto trata ainda de preocupações com a hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia. O CMSE debateu propor à Agência Nacional de Águas (ANA) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reduzir a vazão do reservatório, também devido à falta de chuvas.

De acordo com o ONS, a expectativa é que o reservatório de Sobradinho chegue ao final de novembro de 2016 com apenas 2% de armazenamento de água.

O Nordeste vem sofrendo com chuvas abaixo da média nos últimos anos. Por conta disso, as represas da região, inclusive de hidrelétricas, estão com nível baixo.

As hidrelétricas do Nordeste, segundo polo de geração de energia do país, tinham ao final de junho armazenamento médio de 23,3%. A expectativa é que esse índice caia a 18,9% ao fim de agosto.

Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, responsáveis por produzir a maior parte da eletricidade consumida no país, o armazenamento médio estava em 51,5% ao final de julho e deve chegar a 42,2% no fim de agosto.

Fonte: G1

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Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

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