Mercado espera menos inflação e retração maior do PIB neste ano



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02/05/2016 - 00:00

Os economistas do mercado financeiro passaram a prever menos inflação para este ano, assim como uma retração mais acentuada do nível de atividade, segundo pesquisa feita pelo Banco Central na semana passada e divulgada nesta segunda-feira (2). Mais de 100 instituições financeiras foram ouvidas.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2016, a previsão dos economistas do mercado financeiro recuou de 6,98% para 6,94%. Foi a oitava queda seguida do indicador.

Apesar da queda, a previsão de inflação do mercado para este ano ainda permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas e bem distante do objetivo central de 4,5% fixado para este ano.

Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação também melhorou, passando de 5,80% para 5,72%. Foi a quarta melhora seguida deste indicador. Com isso, permanece abaixo do teto de 6% - fixado para 2017 - mas ainda longe do objetivo central de 4,5% para o IPCA no período.

A autoridade monetária tem informado que buscará "circunscrever" o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (ou seja, trazer a taxa para até 6,5%) e, também, fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017.

Produto Interno Bruto

No caso do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deste ano, o meracdo passou a prever uma contração de 3,89% para este ano, contra a estimativa anterior de um "encolhimento" de 3,88%. Essa foi a décima quinta piora seguida neste indicador.

Se a expectativa dos analista se confirmar, a situação da economia brasileira terá piora frente à retração registrada no ano passado, que foi de 3,8%, e o PIB terá o maior "tombo" desde 1990 - quando recuou 4,35% - ou seja, em 26 anos.

Com a previsão de um novo "encolhimento" do PIB neste ano, essa também será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de queda no nível de atividade da economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948.

Para o comportamento do Produto Interno Bruto em 2017, os economistas das instituições financeiras subiram a previsão de alta de 0,30% para 0,40%. Foi a segunda semana seguida de melhora deste indicador.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Taxa de juros

O mercado financeiro manteve a estimativa de que a taxa básica de juros terminará este ano em 13,25% ao ano. Isso quer dizer que o mercado continua acreditando em redução dos juros básicos da economia nos próximos meses. Na semana passada, a taxa ficou estável em 14,25% ao ano.

Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros baixou de 12% para 11,75% ao ano - o que pressupõe uma queda maior dos juros no ano que vem.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados.

As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Quando julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, o BC pode baixar os juros.

Câmbio, balança e investimentos

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 caiu de R$ 3,80 para R$ 3,72. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar recuou de R$ 4 para R$ 3,91.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2016 ficou estável em US$ 48 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a previsão de superávit permaneceu inalterada em US$ 50 bilhões.

Para 2016, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil subiu de US$ 55,1 bilhões para US$ 58 bilhões e, para 2017, a estimativa dos analistas permaneceu inalterada em US$ 60 bilhões.

Fonte: G1

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