Litro da gasolina deve voltar a custar próximo de R$ 6 no Estado

Com aumento de 7,5%, consumidores pagarão até R$ 0,23 a mais por cada litro do combustível

Essa página teve 70 visualizações


25/01/2023 - 09:11

Após cinco meses custando menos de R$ 5, o litro da gasolina voltará a encostar na casa dos R$ 6. Com o reajuste de 7,5% nas refinarias da Petrobras, que passa a vigorar a partir de hoje, o combustível ficará até R$ 0,23 mais caro em Mato Grosso do Sul. 

Atualmente, de acordo com levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina varia entre R$ 4,59 e R$ 5,69 no Estado – média de R$ 4,79. O menor valor é encontrado em Campo Grande, e o maior, na cidade de Três Lagoas. Com o aumento, o preço passará a variar entre R$ 4,82 e R$ 5,92.

Se considerarmos um carro popular com um tanque de combustível com capacidade para 50 litros, o condutor gastava entre R$ 229,50 e R$ 284,50 para abastecer no Estado.

A partir do reajuste, o mesmo consumidor vai gastar entre R$ 241 e R$ 296 para abastecer o mesmo veículo.

O diretor-executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul (Sinpetro-MS), Edson Lazarotto, informou que “o reajuste deve ficar entre R$ 0,18 e R$ 0,23 por litro em Mato Grosso do Sul”. 

Ele ainda destacou que o mercado é livre para precificar o combustível. “O mercado é totalmente livre, tanto para postos quanto para distribuidoras”.

Considerando a mesma estimativa, os preços praticados em Campo Grande, que na última semana variaram entre R$ 4,59 e R$ 4,89, podem passar a variar entre R$ 4,82 e R$ 5,12. 

Conforme reportagem publicada no Correio do Estado na edição de 15 de dezembro de 2022, o movimento de queda não acontece na mesma velocidade em que as altas chegam aos consumidores. 

Na primeira semana de dezembro de 2022, a Petrobras anunciou redução de 6,1% no preço da gasolina e de 8,2% no preço do diesel. Nas bombas, a queda foi de apenas 2% pouco mais de uma semana após o anúncio da queda. 

REAJUSTE

Ontem, a Petrobras anunciou que elevaria em 7,5% o preço da gasolina para as distribuidoras na suas refinarias a partir desta quarta-feira. O litro do combustível comercializado nas refinarias passa de R$ 3,08 para R$ 3,31, um aumento de R$ 0,23, informou a estatal. 

Este é o primeiro aumento do combustível no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Petrobras estava há 50 dias sem alterar o preço da gasolina.

Conforme informação do Estadão, o anúncio acontece dois dias antes da reunião do conselho de administração da estatal, que deve eleger o senador Jean Paul Prates (PT-RN) para a presidência da companhia. 

O último reajuste havia sido uma redução de 6,11%, no dia 7 de dezembro do ano passado.

Segundo a estatal, considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos de combustíveis, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, de R$ 2,42 a cada litro vendido na bomba.

“Esse aumento acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio”, informou a estatal, em nota.

De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem da gasolina da Petrobras em relação ao mercado internacional atingiu 15% nesta segunda-feira, “sendo possível um aumento de R$ 0,55 por litro, mais do que o dobro do reajuste anunciado pela estatal”.

Nas primeiras semanas deste ano, os consumidores já começaram a pagar mais pelos litros do óleo diesel, da gasolina e do etanol em Campo Grande. 

De acordo com reportagem publicada no dia 9 de janeiro pelo Correio do Estado, houve aumento do custo da gasolina nas refinarias e distribuidoras, por causa da alta do etanol, segundo o Sinpetro-MS. 

Além disso, “houve um reajuste na pauta do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] de 2% na gasolina, 7% no etanol e 48% no diesel. Este reajuste foi autorizado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária e calculado pelo preço médio ponderado de cada combustível”, explicou Lazarotto na época.

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

Expectativa é que economia do país cresça 1,85%

Governo divulga novos preços de combustíveis para cálculo do ICMS

Valores definidos pelo Confaz servem de base para tributação estadual e entram em vigor em 1° de maio

Renda comprometida do brasileiro com dívidas atinge nível recorde, diz BC

Quase metade da população está endividada no Brasil




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---