Intenção de consumo das famílias cai pelo sexto mês seguido, mostra CNC



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21/07/2015 - 00:00

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou pelo sexto mês seguido, apontou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em julho, o indicador apresentou queda de 5,3%, em relação a junho. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o recuo foi de 27,9%.

A análise mostrou que todos os indicadores ligados ao consumo - como a compra a prazo, nível de consumo atual, perspectiva de consumo e momento para duráveis – estão na zona negativa, informou a entidade.

Segundo Juliana Serapio, assessora econômica da CNC, a intensidade da queda, no entanto, está diminuindo. "Em abril teve uma queda mensal de 6,9%, e agora, uma queda de 5,3%. É queda, mas está diminuindo em relação a outros meses”.

A especialista ressaltou, contudo, que a confederação não acredita em reversão porque não há nenhum componente que traga otimismo necessário para isso.

"Mas acreditamos numa trégua na inflação. E os ajustes dos administrados [luz, água, esgoto, gasolina] devem ser menores [no segundo semestre de 2015]. É possível que o orçamento [das famílias] seja menos apertado, e a intenção de compras seja mais positiva”.

Momento para bens duráveis

A pesquisa destacou que o momento para duráveis registrou a pior pontuação, 59,8, e o maior recuo na comparação anual, 43,4%, o pior resultado para o indicador desde o início da série, janeiro de 2010. O percentual de famílias que apontam o momento atual como desfavorável para comprar bens duráveis alcançou 66%.

“Bens duráveis é mais complicado por causa dos juros. Além de diminuição dos juros, isso teria que ser repassado ao consumidor, e isso demora a acontecer. Esse ano realmente fica difícil que isso aconteça”.

O item que mede o nível de consumo atual das famílias registrou 67,2 pontos, e teve queda de 4,4% em relação ao mês anterior, e de 32,5%, em comparação ao mesmo período de 2014. A maior parte, 51,5%, declarou estar com o nível de consumo menor que o do passado.

Confiança das famílias

O nível de confiança das famílias com renda maior do que dez salários mínimos foi de 6,5%, ou 85,1 pontos. Este recuo foi superior ao apresentado pelos núcleos familiares com renda inferior a dez salários, 5,1%, 87,4 pontos.

“Analisando as condições atuais e as perspectivas futuras da economia, a previsão da CNC é que o volume de vendas do varejo apresente retração de 1,1 % em 2015”, concluiu a entidade, em nota.

Fonte: G1

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Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

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