Instabilidade externa não afetará gestão da dívida pública, diz Tesouro



Essa página teve 142 visualizações


24/08/2015 - 00:00

O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, José Franco Medeiros de Morais, disse hoje (24) que a instabilidade no mercado financeiro internacional não deve afetar a gestão da dívida pública federal (DPF). Segundo Morais, a participação de investidores não residentes na dívida, que poderia ser afetada por essa volatilidade internacional, embora seja relevante, não é crucial para a gestão da DPF.

“Na verdade, 80% da dívida pública federal está na mão de investidores locais, o que é um fator de segurança adicional. Sempre que, por alguma razão, falha a demanda de não residentes, há uma local, que pode perfeitamente compensá-la”, destacou.

Em relação especificamente à dívida externa, José Franco informou que o Tesouro Nacional não tem necessidade de financiamento externo em 2015, porque já fez um prefinanciamento.

“Toda a dívida que vence em 2015, e parte em 2016, o Tesouro já comprou os recursos em dólar e fez um hedge [espécie de proteção contra oscilações no mercado financeiro]. Portanto, não temos necessidade de financiamento externo”, afirmou Morais.

De acordo com o coordenador de Operações da Dívida, o Tesouro tem um “colchão de liquidez” [reservas] para as dívidas externa e interna. “Esse colchão fica entre três e seis meses, de modo que se possa enfrentar as turbulências. Mas posso assegurar que fica no limite superior desse intervalo”, acrescentou Morais, sem revelar o valor.

O Tesouro Nacional deve evitar fazer emissões externas no momento. Morais disse que, considerando a volatilidade no mercado internacional e o fato de o Tesouro Nacional não ter necessidade de financiamento externo, “não há razão para se apressar e fazer emissões externas”.

Ele lembrou que o principal motivo para fazer emissões de títulos púbicos no exterior é abrir mercados, sobretudo para empresas nacionais, levando-as a ter bons pontos de referência na curva de juros para as emissões de papéis. “De forma geral, são papéis de 10 a 30 anos, que estão lá e têm bastante liquidez. Isso não quer dizer que não continue nos planos do Tesouro uma emissão externa.”

Hoje (24), A bolsa de Xangai, na China, registrou perdas superiores a 8%, aproximadamente meia hora depois da abertura da sessão, tendência seguida nas praças de Hong Kong e de Tóquio e em outros mercados. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo chegou a registrar queda de 6%. Às 13h20, o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de São Paulo, caiu 1,94%,.

Fonte: Agência Brasil

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

Expectativa é que economia do país cresça 1,85%

Governo divulga novos preços de combustíveis para cálculo do ICMS

Valores definidos pelo Confaz servem de base para tributação estadual e entram em vigor em 1° de maio

Renda comprometida do brasileiro com dívidas atinge nível recorde, diz BC

Quase metade da população está endividada no Brasil




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---