Inflação tende a permanecer elevada em 2015, admite BC



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11/06/2015 - 00:00

O aumento de preços administrados, como tarifas públicas, e preços internacionais, como a alta do dólar, fazem com que a inflação se eleve no curto prazo e tenda a permanecer elevada em 2015, segundo o Banco Central. A análise está na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quando os juros avançaram para 13,75% ao ano, o maior patamar em quase nove anos, divulgada nesta quinta-feira (11).

Segundo o BC, é preciso "determinação e perseverança para impedir sua transmissão para prazos mais longos". Esse trecho não estava nos documentos anteriores do Copom.

O mercado financeiro acreditava, na semana passada, que a autoridade monetária diminuiria o ritmo de alta da taxa básica de juros na reunião do Copom marcada para o fim de julho, elevando a taxa Selic em um ritmo menor: 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano – patamar no qual fecharia 2015.

Resultados da inflação e metas fixadas

Nesta quarta-feira (10), porém, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação oficial do país, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ganhou força e somou 0,74% em maio. É a maior taxa para o mês desde 2008, quando ficou em 0,79%.

Nos últimos 12 meses, o índice atingiu 8,47% - maior taxa para 12 meses desde dezembro de 2003. Um índice mais alto de inflação coloca pressão sobre o Banco Central e pode fazer com que o mercado financeiro passe a projetar uma alta maior dos juros em julho.

Pelo sistema de metas de inflação vigente na economia brasileira, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Para 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, mas o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de referência, pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Avanços ainda não são suficientes e política monetária vigilante

Além do novo recado, de que é preciso "determinação e perseverança" para impedir que a inflação alta deste ano se propague para o futuro, o Copom manteve a avaliação, divulgada anteriormente, de que os avanços alcançados no combate à inflação – a exemplo de sinais benignos vindos de indicadores de expectativas de médio e longo prazo – "ainda não se mostram suficientes".

"Nesse contexto, o Copom reafirma que a política monetária deve manter-se vigilante", repetiu a autoridade monetária. A instituição também manteve a visão de que a política monetária (definição dos juros para tentar conter as pressões inflacionárias) "pode e deve conter os efeitos de segunda ordem deles decorrentes, para circunscrevê-los a 2015".

E, novamente, avaliou que os desenvolvimentos no "âmbito parafiscal" (superávit das contas públicas) e no mercado de ativos (preço do dólar, por exemplo) e, neste ano, a dinâmica de recomposição de preços administrados (tarifas públicas) são "fatores importantes do contexto no qual decisões futuras de política monetária serão tomadas, com vistas a assegurar a convergência da inflação para a meta de 4,5% estabelecida pelo CMN, ao final de 2016".

O Banco Central informou ainda que, no cenário de referência, que considera manutenção da taxa de câmbio em R$ 3,15 por dólar e da taxa Selic em 13,25% ao ano (patamar anterior) em todo o horizonte relevante, e no cenário de mercado (que leva em conta projeções dos economistas para câmbio e juros) a projeção para a inflação de 2015 elevou-se em relação ao valor considerado na reunião anterior, em abril, e permanece acima da meta de 4,5%. "Para 2016, a projeção de inflação mostrou estabilidade nos dois cenários, permanecendo acima da meta de 4,5% fixada pelo CMN", acrescentou.

Crescimento da economia

O Copom reiterou ainda que o ritmo de expansão da atividade doméstica neste ano será "inferior ao potencial". A previsão do mercado financeiro é de uma retração de 1,3% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 - o que, se confirmado, será a maior contração em 25 anos, e uma alta de 1% em 2016.

"Em particular, o investimento tem-se retraído, influenciado, principalmente, pela ocorrência de eventos não econômicos, e o consumo privado mostra sinais de moderação. Entretanto, para o Comitê, depois de um período necessário de ajustes, o ritmo de atividade tende a se intensificar, na medida em que a confiança de firmas e famílias se fortaleça", avaliou o Banco Central.

Para a autoridade monetária, o consumo tende a crescer em ritmo moderado e os investimentos tendem a ganhar impulso. "Essas mudanças, somadas a outras ora em curso, antecipam uma composição do crescimento da demanda agregada no médio prazo mais favorável ao crescimento potencial", acrescentou.

Fonte: G1

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Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

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