Importações sobem e balança tem saldo negativo na semana passada



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20/10/2015 - 00:00

As importações subiram na semana passada e, com isso, a balança comercial voltou ao vermelho, com mais compras do exterior do que exportações, segundo números divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) ontem (19).

Na última semana, entre os dias 12 e 18 de outubro, o saldo foi deficitário em US$ 250 milhões. Foi o primeiro resultado negativo desde a quinta semana de agosto, quando foi registrado um déficit comercial de US$ 42 milhões.

Exportações e compras do exterior

Segundo dados oficiais, as exportações somaram US$ 2,93 bilhões na semana passada, ou US$ 733 milhões por dia útil – o valor mais baixo desde a primeira semana deste mês (US$ 729 milhões). Sobre outubro do ano passado, ainda segundo números oficiais, recuaram as vendas de básicos (-12,8%), manufaturados (-1,6%) e semimanufaturados (-5,2%).

Ao mesmo tempo, as compras do exterior somaram US$ 3,18 bilhões na semana passada – com média diária de US$ 795 milhões. Neste caso, trata-se do maior valor semanal desde a terceira semana de setembro (US$ 829 milhões). Sobre outubro de 2014, cresceram as importações de combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, químicos orgânicos/inorgânicos e veículos automóveis, entre outros.

Acumulado do mês e de 2015

Apesar do saldo negativo da semana passada, a balança comercial continua registrando superávit (exportações maiores do que compras do exterior) no acumulado de outubro e, também, na parcial deste ano. Em outubro, até o último domingo (18), o saldo está positivo em US$ 777 milhões.

Já no acumulado deste ano, até 18 de outubro, informou o governo, a balança comercial registrou um superávit de US$ 11,02 bilhões. Com isso, o resultado registrou forte melhora frente ao mesmo período do ano passado, quando foi apurado um déficit de US$ 1,32 bilhão.

Na parcial de 2015, as exportações somaram US$ 153 bilhões, com média diária de US$ 772 milhões (queda de 15,7% sobre o mesmo período do ano passado). As importações, por sua vez, somaram US$ 141,99 bilhões, ou US$ 717 milhões por dia útil, uma queda de 22,3% em relação ao mesmo período de 2014.

Os números oficiais mostram que o resultado a melhora do resultado da balança comercial, em 2015, está relacionado com a forte queda das importações neste ano (que recuam mais do que as vendas externas) e, principalmente, com a diminuição do preço do petróleo. Como o Brasil ainda mais importa do que vende petróleo e combustíveis ao exterior, a queda do preço favorece o resultado comercial.

Resultado de 2014

Em 2014, a balança comercial brasileira teve déficit (importações maiores do que vendas externas) de US$ 3,95 bilhões, o pior resultado para um ano fechado desde 1998, quando houve saldo negativo de US$ 6,62 bilhões. Também foi o primeiro déficit comercial desde o ano 2000, quando as compras do exterior ficaram US$ 731 milhões acima das exportações.

De acordo com o governo, a piora do resultado comercial no ano passado aconteceu, principalmente, por conta da queda no preço das "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como minério de ferro, petróleo e alimentos, por exemplo); pela crise econômica na Argentina – país que é um dos principais compradores de produtos brasileiros – e pelos gastos do Brasil com importação de combustíveis.

Estimativas do mercado e do BC para 2015

A expectativa do mercado financeiro para este ano, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, é de melhora do saldo comercial. A previsão dos analistas dos bancos é de um superávit de US$ 13,2 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior.

Já o Banco Central prevê um superávit da balança comercial de US$ 12 bilhões para 2015, com exportações em US$ 192 bilhões e compras do exterior no valor de US$ 180 bilhões. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o superávit comercial da balança comercial em todo este ano pode atingir a marca dos US$ 15 bilhões.

Fonte: G1

 

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