Governo libera R$ 194,5 bilhões em gastos após aprovar nova meta fiscal



Essa página teve 31 visualizações


31/05/2016 - 00:00

O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional relatório de avaliação do cumprimento da meta fiscal deste ano na qual libera R$ 194,5 bilhões em despesas no orçamento de 2016.

Na mensagem, o Ministério do Planejamento informa que essa liberação de gastos foi possível somente por conta da aprovação da nova meta fiscal na semana passada, que passou a permitir um déficit nas contas do governo de até R$ 170,5 bilhões neste ano. Antes da mudança, a meta era de um superávit primário de R$ 24 bilhões para 2016.

"Dada a alteração da meta de resultado primário, torna-se possível a ampliação dos limites de empenho e movimentação financeira de todos os Poderes, o MPU e o DPU, no montante de R$ 194,5 bilhões em relação à avaliação do segundo bimestre", informou o governo federal.

Antes da alteração da meta fiscal, o governo havia informado que, para cumprir a meta anterior, de R$ 24 bilhões (que foi alterada na última semana), seria preciso implementar, por força da lei, um corte de R$ 137,9 bilhões nos gastos públicos.

Na semana retrasada, o então secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Dyogo de Oliveira, atualmente ministro com a saída de Romero Jucá do governo, havia explicado que esse bloqueio era "inexequivel", pois o limite de despesas passíveis de contingenaciamento, naquele momento, era de R$ 29 bilhões - de modo que o governo teria de cortar tudo o que fosse possível e paralisar suas atividades.

No relatório enviado ao Congresso Nacional nesta semana, o governo informa que reverteu esse bloqueio de R$ 137,9 bilhões - que havia sido formalizado, mesmo sendo "inexequível", mas que seria aplicado somente a partir de 30 de maio, o que não chegou a ocorrer - e também ampliou os limites para gastos em mais R$ 56,6 bilhões, totalizando o valor de R$ 194,5 bilhões liberados para novas despesas.

Na prática, o governo reverteu também os dois bloqueios no orçamento feitos anteriormente pela equipe econômica da presidente afastada Dilma Rousseff, que somavam R$ 44,6 bilhões. No começo deste ano, o então ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, já pedia a mudança da meta fiscal ao Congresso Nacional, mas teve de levar adiante os cortes de gastos para não ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Nesta segunda-feira (30), o secretário do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira, afirmou que não é possível se basear no resultado das contas públicas em abril, que voltaram ao azul, para dizer que é possível ter um rombo nas contas do governo menor do que os R$ 170,5 bilhões autorizados pelo Congresso Nacional. Segundo ele, ainda há "muitos eventos incertos".

Com o novo déficit nas contas do governo em 2016, será o terceiro ano seguido com as contas no vermelho. Em 2014, houve um déficit de R$ 32,5 bilhões e, em 2015, um rombo recorde de R$ 111 bilhões. A consequência de as contas públicas registrarem déficits fiscais seguidos é a piora da dívida pública e aumento das pressões inflacionárias.

Fonte: G1

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Faltando 1 mês, 395 mil ainda não declararam Imposto de Renda em MS

Receita Federal espera receber 650 mil documentos até 29 de maio no Estado

Pesquisa aponta redução no preço do diesel no anel viário de Campo Grande

Análise considera os preços de seis postos situados em regiões estratégicas do anel viário




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---