Gestores elevam preocupação com planos fiscais no Brasil após eleições BofA

No entanto, os juros mais altos dos EUA continuam sendo o maior risco de cauda, e os investidores continuam a favorecer estratégias de alta qualidade/valor”, disse o BofA

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17/08/2022 - 09:42

Gestores de fundos da América Latina estão mais preocupados com os planos para a política fiscal brasileira após as eleições, e um número maior deles espera que o mercado financeiro reaja aos resultados das pesquisas de intenção de voto até as eleições, mostrou sondagem do Bank of America referente a agosto divulgada nesta terça-feira.

 

Cerca de 75% dos respondentes afirmaram esperar repercussão nos ativos financeiros dos números das pesquisas eleitorais, contra menos de 70% no relatório de julho.

 

Ao mesmo tempo, mais de 60% se disseram preocupados com as políticas fiscais pós-eleição, ante menos de 40% na edição anterior da sondagem.

 

Por outro lado, a porcentagem dos que se disseram preocupados com a situação fiscal corrente caiu de mais de 40% para próximo de 20%.

 

O BofA perguntou se os gestores estão preocupados com as eleições no Brasil, e mais de 60% das respostas foram não, acima do número de cerca de 45% apurado em julho.


 

Estratégias

 

Leituras mais brandas de inflação no Brasil e nos EUA e a perspectiva de fim do ciclo de alta dos juros por aqui deflagraram uma rotação para estratégias em ativos de crescimento, com gestores na América Latina mais otimistas com o Ibovespa (IBOV) e vendo o dólar ainda numa faixa recente.

 

O setor financeiro é aquele em que investidores estão mais “overweight” ou seja, com alocações acima da média, seguido por consumo discricionário.

 

“No entanto, os juros mais altos dos EUA continuam sendo o maior risco de cauda, e os investidores continuam a favorecer estratégias de alta qualidade/valor”, disse o BofA em relatório.

 

De forma geral, os consultados estão mais otimistas com o Ibovespa, com 80% dos respondentes da sondagem vendo o principal índice das ações brasileiras acima dos 110 mil pontos ao fim do ano, ante 45% em julho.

 

Mas a China pode ser um vento contrário, com a maioria das respostas na pesquisa revelando expectativa de que estímulos no país asiático não elevem os preços das commodities.

 

Do lado do câmbio, a maioria espera dólar entre 4,81 reais e 5,40 reais ao término deste ano.

 

A abertura dos dados mostra que mais de 45% dos pesquisados projeta dólar entre 4,81 reais e 5,10 reais, enquanto cerca de 40% veem taxa entre 5,11 reais e 5,40 reais.

 

A aposta alternativa em um dólar mais alto entre 5,41 reais e 5,70 reais ao fim do ano despencou de cerca de 25% em julho para menos de 10% em agosto.

 

 

Fonte: Money Times

 

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Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

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