No cenário nacional, 37% dos gestores locais (962 Municípios), a existência de emendas impositivas dificulta o cumprimento de metas estabelecidas pelo Orçamento municipal, enquanto outros 45% (1.179 Municípios) informaram não haver dificuldade relacionada.
“Esse cenário indica que o aumento de rigidez das receitas orçamentárias, somado à necessidade frequente de complementação das dotações, podem enfraquecer o cumprimento de metas estruturantes estabelecidas pelo gestor local, prejudicando a execução das políticas públicas efetivamente relevantes para a população.”, aponta o estudo.
O levantamento aponta que além das emendas impositivas dos vereadores em 37 localidades sul-mato-grossenses, existem emendas impositivas de bancada 11 municípios. Outros 25 não tem e uma prefeitura não respondeu.
Sobre o investimento destas emendas impositivas individuais sobre a Receita Corrente Líquida (RCL) da localidade. No estado são 11 com até 1%, seis de 1% a 1,55%; nove de 1,56% a 2%; três de 2% a 3%; mais de 3%, são duas localidades. Seis não responderam.
No Brasil, em 47% dos municípios pesquisados, “o percentual de execução definida aponta um cenário preocupante em relação à rigidez das receitas orçamentárias. De acordo com as respostas, somente 22% das localidades reservam menos de 1% da sua Receita Corrente Líquida (RCL), enquanto outros 31% reservam acima do percentual máximo admitido pela jurisprudência do STF, de 1,55% (813 Municípios na análise extrapolada), considerando os percentuais de 25% da educação e 15% da saúde”, concluiu o levantamento.
Outro ponto destacado pela CNM é que “quase 30% dos Municípios não souberam precisar o percentual exato, pode-se inferir que o grau de comprometimento do orçamento local pode ser ainda maior, ampliando o descumprimento do percentual máximo admitido. Isso porque, em nível federal, o limite é de 2% da RCL, considerando 1,55% para os deputados federais e 0,45% para senadores, o que não pode se aplicar por simetria aos entes subnacionais por serem unicamerais, limitando-se, por conseguinte, a 1,55% da RCL.”