Desemprego volta a subir e chega a 6,7% em maio, a maior para o mês desde 2010



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25/06/2015 - 00:00

A taxa de desemprego ficou em 6,7% em maio, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, que inclui dados de seis regiões metropolitanas (Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre). É maior taxa para o mês desde 2010, quando foi de 7,5%. Em abril, a taxa já havia subido de 6,2% em março para 6,4%, a maior desde maio de 2011. Em maio de 2014, a taxa foi de 4,9%.

Considerando toda a série histórica — e não apenas os meses de maio —, a taxa de desemprego de maio foi a maior desde agosto de 2010, quando também foi de 6,7%. O resultado veio acima das previsões do mercado. Segundo a média das estimativas de 27 economistas ouvidos pela agência Bloomberg, a projeção era de que o desemprego em maio chegasse a 6,6%. Mas o IBGE informa que considera estabilidade a elevação de 0,2 ponto percentual de abril para maio.

O rendimento médio real caiu 1,9% em relação a abril, para R$ 2.117,10. Na comparação com maio do ano passado, a queda foi de 5%. A queda frente a abril foi a quarta seguida neste tipo de comparação. Em abril de 2015, a renda média real era de R$ 2.158,74. Já em maio do ano passado o valor era de R$ 2.229,28. A massa de rendimento médio habitual recuou 1,8% frente a abril e 5,8% em relação a maio de 2014, para R$ 48,9 bilhões.

Foi o forte aumento da população desocupada frente ao ano passado que explicou a alta do desemprego nessa comparação. O crescimento de 38,5% da população desocupada entre maio de 2014 e maio de 2015 é a maior taxa de expansão anual desse indicador em toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego, que teve início em março de 2002.

— Esse aumento tão significativo do desemprego frente a maio de 2014, de 1,8 ponto percentual, é resultado da alta de 38,5% da população desocupada nesse período — explicou a técnica do IBGE Adriana Beringuy.

EXPANSÃO DO EMPREGO INFORMAL

Frente a abril, a população desocupada avançou 4,8%, o que também é considerado estabilidade pelo IBGE. Significa que, em um ano, 454 mil pessoas passaram a fazer parte da população desocupada. A população desocupada reunia 1,633 milhão de trabalhadores nas seis regiões metropolitanas em maio.

— A taxa de desemprego ficou estável em relação a abril, mas é maior que a taxa de maio de 2014. Temos uma estabilidade na comparação com o mês anterior, mas aumento em relação ao ano passado. O que levou à estabilidade foi que tanto a ocupação quando a desocupação não tiveram variações estatisticamente significativas.

O número de trabalhadores com carteira assinada diminuiu em 213 mil em relação a maio do ano passado, o que significa uma queda de 1,8%. Em comparação a abril, houve alta de 0,2%, também considerada estabilidade. Eram 11,514 milhões de trabalhadores com carteira de trabalho assinada em maio, ou 50,5% da população ocupada.

Houve expansão do emprego informal, sem carteira assinada. A alta foi de 2,9% frente a abril, de 55 mil pessoas, e de 0,4% em relação a maio de 2014, ou nove mil pessoas. Ambas as variações, no entanto, são consideradas estabilidade pelo IBGE.

Já o contingente de trabalhadores por conta própria aumentou em 136 mil pessoas frente a maio de 2014, ou 3,2%. Na comparação com abril, houve queda de 0,9%, ou 41 mil pessoas a menos.

A população ocupada foi de 22,78 milhões de pessoas em maio, o que significa 155 mil pessoas a menos que em maio de 2015, ou 0,7% inferior. Na comparação com abril, houve aumento de 19 mil pessoas, ou 0,1%.

AUMENTO EM QUATRO REGIÕES

Quatro das seis regiões metropolitanas (Recife, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre) tiveram alta na taxa de desemprego na passagem entre abril e maio, embora o IBGE considere que as variações nas seis regiões não foram estatisticamente significativas.

Na comparação com maio de 2014, no entanto, houve avanço expressivo nas taxas. Em Porto Alegre, o desemprego quase dobrou, de 3% para 5,6%. Em Salvador avançou de 9,2% para 11,3%, enquanto em Belo Horizonte a taxa passou de 3,8% para 5,7%.

Na região metropolitana de São Paulo, o desemprego passou de 5,1% para 6,9%, enquanto no Rio o aumento foi de 3,4% para 5%. Recife registrou variação da taxa de desemprego de 7,2% para 8,5%. "Na comparação com maio de 2014, houve variações significativas em todas as regiões", apontou o IBGE.

Por grupamento de atividade, houve recuo na população ocupada em indústria, comércio, serviços prestados às empresas e educação, saúde e administração pública frente a maio de 2014. O maior ritmo de queda foi na indústria, de 3,1%, ou 110 mil trabalhadores.

A população não economicamente ativa — aqueles que têm idade para trabalhar, mas não buscam trabalho — era formada por 19,264 milhões de pessoas em maio, estável frente a abril e com alta de 0,3% frente a maio de 2014, ou 62 mil pessoas a mais.

Fonte: O Globo

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