Copom se reúne hoje e amanhã para decidir sobre a taxa básica de juros



Essa página teve 39 visualizações


01/09/2015 - 00:00

Começa, na tarde de hoje, a sexta reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). A segunda parte da reunião do comitê, formado pelos diretores e presidente do BC, será realizada amanhã (2). Após a reunião de amanhã, o Copom anunciará a decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic.

A expectativa de instituições financeiras consultadas pelo BC é de manutenção da Selic no atual patamar, em 14,25% ao ano. A Selic passou por um ciclo de sete altas seguidas. Na última reunião, em julho, o Copom aumentou a taxa básica em 0,5 ponto percentual, para 14,25% ao ano. Com esse reajuste, a Selic retomou o nível de outubro de 2006.

A taxa Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

Ao manter a Selic no mesmo patamar, a sinalização é que as elevações anteriores foram suficientes para provocar os efeitos esperados na economia. A diretoria do BC tem dito que os efeitos de alta da taxa básica se acumulam e levam tempo para aparecer.

O BC tem de perseguir a meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A meta é 4,5%, com limite superior em 6,5%. A projeção do mercado financeiro sinaliza que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), está muito acima do teto da meta, em 9,28%. No próximo ano, a expectativa é inflação menor (5,51%), mas ainda acima do centro da meta.

O BC tem prometido entregar a inflação na meta somente em 2016. Quando a meta é ultrapassada, o presidente do BC tem de enviar carta aberta ao ministro da Fazenda, com as explicações para o descumprimento. A última vez que isso aconteceu foi em 2003, quando a inflação atingiu 9,3%. Naquele ano, a meta era 4%, com intervalo de tolerância de 2,5%. Mas o BC propôs uma meta ajustada de 8,5%, que também foi ultrapassada.

No primeiro dia das reuniões do Copom, os chefes de departamento apresentam dados sobre a inflação, o nível de atividade econômica, as finanças públicas, a economia internacional, o câmbio, as reservas internacionais, o mercado monetário, entre outros assuntos.

No segundo dia, participam da reunião os diretores e o presidente do BC. O chefe do Departamento de Estudos e Pesquisas também participa, mas sem direito a voto. Após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para definir a Selic, os diretores e o presidente definem a taxa. Assim que a Selic é definida, o resultado é divulgado à imprensa. Na quinta-feira da semana seguinte, o BC divulga a ata da reunião, com as explicações sobre a decisão.

Fonte: Agência Brasil 

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

Expectativa é que economia do país cresça 1,85%

Governo divulga novos preços de combustíveis para cálculo do ICMS

Valores definidos pelo Confaz servem de base para tributação estadual e entram em vigor em 1° de maio

Renda comprometida do brasileiro com dívidas atinge nível recorde, diz BC

Quase metade da população está endividada no Brasil




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---