Contratação de crédito agrícola recua 21% em Mato Grosso do Sul

Bancos públicos concentram 58% dos recursos, segundo o Banco Central

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11/06/2026 - 14:38

Entre julho de 2025 e maio de 2026, o crédito agrícola contratado em Mato Grosso do Sul totalizou R$ 13,444 bilhões, valor 21,02% inferior ao registrado no mesmo intervalo do ciclo anterior, quando as operações somaram R$ 17,023 bilhões. Em termos absolutos, a redução foi de R$ 3,578 bilhões, segundo dados extraídos nesta quinta-feira (11) do relatório do Sicor (Sistema de Operações do Crédito Rural), do Banco Central.

Os dados são da Matriz de Dados do Crédito Rural do Banco Central do Brasil e correspondem ao crédito rural efetivamente concedido pelas instituições financeiras no âmbito do SNCR (Sistema Nacional de Crédito Rural). A base reúne todas as operações contratadas, permitindo identificar o volume de recursos, o número de financiamentos e sua destinação por modalidade, como custeio, investimento, comercialização e industrialização.

Do total contratado entre julho de 2025 e maio de 2026, os bancos públicos responderam pela maior fatia, com R$ 7,845 bilhões, o equivalente a 58,35% de todos os recursos liberados. Na sequência aparecem os bancos privados, com R$ 2,747 bilhões (20,43%), e as cooperativas de crédito, que financiaram R$ 2,251 bilhões, representando 16,75% do montante.

Os bancos cooperativos participaram com R$ 362,216 milhões (2,69%), enquanto os bancos de desenvolvimento e instituições de fomento somaram R$ 215,863 milhões (1,61%). Já as sociedades de crédito, financiamento e investimento tiveram participação residual, de R$ 21,324 milhões, o que corresponde a apenas 0,16% do total concedido no Estado.
 
Entre as principais linhas do crédito agrícola em Mato Grosso do Sul, o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), voltado aos médios produtores, movimentou R$ 2,719 bilhões e apresentou perfil fortemente concentrado no financiamento da safra.
 
Do total, R$ 2,638 bilhões, ou cerca de 97% dos recursos, foram destinados ao custeio, cobrindo despesas como compra de insumos, combustíveis, sementes e demais custos da produção agropecuária. Os investimentos responderam por R$ 80,368 milhões, enquanto não houve registros de operações para comercialização ou industrialização.
 
Já o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) concedeu R$ 591,765 milhões no período analisado. A maior parte dos recursos foi direcionada para investimentos, que somaram R$ 383,627 milhões, voltados à aquisição de máquinas, equipamentos, infraestrutura e melhorias permanentes nas propriedades rurais. O custeio, utilizado para financiar despesas da produção, como sementes, fertilizantes e defensivos, respondeu por R$ 208,078 milhões. O programa registrou ainda R$ 60 mil em operações de industrialização e não teve contratos para comercialização.


Fonte: Campo Grande News
Foto: Divulgação
 
 

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