Cesta básica registra alta pelo quarto mês consecutivo em Campo Grande

Cesta da Capital é a sexta mais cara do Brasil e compromete mais de 56% do salário-mínimo

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08/07/2026 - 14:50

A cesta básica fechou o mês de junho custando R$ 846,06 em Campo Grande, o que representa alta de 0,58% em relação ao mês anterior, quando o preço foi de R$ 841,19. Este é o quarto aumento consecutivo do kit de alimentos na Capital.
 
Os dados são da pesquisa de preços divulgada na última quarta-feira (8) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
 
A última vez que houve deflação foi em fevereiro, de -0,40%. Nos meses seguintes, a cesta acumulou altas de 3,29% em março, 2,60% em abril e 1,73% em maio.
 
No ano, o aumento acumulado é de 9,04%, enquanto nos últimos 12 meses é de 6,69%.
 
Considerando o mês de junho, cinco dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços, sendo:
 
- batata 10,88%
- banana 3,27%
- feijão carioca 2,71%
- tomate 2,21%
- pão francês 1,34%
 
Outros oito alimentos registraram queda de preço, sendo:
 
- leite integral -3,17%
- óleo de soja -3,01%
- arroz agulhina -2,20%
- carne bovina de primeira -1,46%
- farinha de trigo -1,15%
- açúcar cristal -0,97%
- manteiga -0,78%
- café em pó -0,39%
 
Em relação ao preço, a cesta básica de Campo Grande só fica atrás de São Paulo, Cuiabá, Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre. Já considerando a variação do mês, é a 10ª maior entre as capitais.
 
Comprometimento
 
A jornada de trabalho necessária para comprar uma cesta básica em Campo Grande foi de 114 horas e 50 minutos em julho, aumento de 40 minutos na jornada em comparação ao mês de maio.
 
Na comparação com junho de 2025, cuja jornada registrou 114 horas e 56 minutos, o resultado foi de redução em seis minutos.
 
Considerando o salário mínimo líquido, de R$ 1.621,00, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer 56,43% da renda para adquirir a cesta.
 
Em maio, esse percentual correspondeu a 56,10% da renda líquida e, em junho de 2025, a 56,48%.
 

Fonte: Correio do Estado
Foto: Reprodução

 

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