Campo Grande registra alta de 1,31% na inflação em maio, com destaque para habitação

Alimentação e saúde aparecem na sequência como as maiores altas

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15/06/2026 - 13:02

A inflação em Campo Grande registrou alta de 1,31% em maio de 2026, segundo dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (12).

O índice ficou 0,29% acima do observado em abril (1,02%). Com o resultado, a inflação acumulada na Capital chega a 3,98% em 2026 e a 4,30% nos últimos 12 meses. No cenário nacional, a inflação acumulada no ano alcança 3,20%, enquanto o índice dos últimos 12 meses está em 4,72%.

Dos nove grupos pesquisados, oito apresentaram aumento de preços em Campo Grande. A “habitação” foi a que apresentou a maior variação mensal (4,88%), seguida por “alimentação e bebidas” (2,09%) e “saúde e cuidados pessoais” (0,76%). A única variação negativa foi em “transportes” (-0,15%).

Habitação

O grupo “habitação” sofreu o maior impacto, com destaque para a energia elétrica residencial, que teve reajuste de 13,56% após a atualização tarifária aprovada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para a Energisa. Campo Grande foi, ainda, a capital com maior alta do país nesse subitem.

Também houve aumento no botijão de gás, com variação mensal de 2,65%. Já as principais quedas do grupo foram os subitens sabão em pó, com variação de -1,01%, e gastos com mudança, com variação de -0,82%.

Alimentação e bebidas

O grupo “alimentação e bebidas” teve a segunda maior inflação, com alta de 2,09%. Entre os produtos que mais encareceram, estão a batata inglesa (60,25%), a cebola (29,37%) e o tomate (22,61%), além de cortes de carne como contrafilé e costela. Em contrapartida, houve queda nos preços da banana, do café moído e dos ovos.

Saúde e cuidados pessoais

Já o grupo “saúde e cuidados pessoais” sofreu alta de 0,76%. Os maiores impactos vieram dos subitens perfume (3,23%), produto para barba (2,8%) e exame de imagem (2,49%). Já os subitens que apresentaram queda foram o anti-infeccioso e antibiótico (-1,91%), psicotrópico e anorexígeno (-1,58%) e aparelho ortodôntico (-0,83%).

Vestuário

O grupo “vestuário” registrou alta de 0,22% no mês. Com esse resultado, mantém-se a trajetória de avanço desde dezembro de 2025. Entre os principais aumentos, destacaram-se os subitens vestido infantil, com alta de 3,45%, agasalho feminino (2,72%), sandália/chinelo (2,45%), calça comprida infantil (2,28%) e sapato feminino (1,98%).

Já as principais quedas foram observadas nos subitens lingerie, com variação de -3,24%, bolsa (-3,08%), blusa (-2,79%) e bermuda/short feminino (-1,67%).

Despesas pessoais

O grupo “despesas pessoais” teve alta de 0,28%, com destaque para os subitens serviços de higiene para animais (2,41%), hospedagem (2,1%) e cinema, teatro e concertos (1,12%). Entre as quedas, ganham destaque os subitens bicicletas (-1,88%) e brinquedo (-0,57%).

Educação

Já o grupo “educação” registrou queda de 0,14% em maio, influenciada principalmente pela redução nos preços de atividades físicas (-3,30%) e artigos de papelaria (-0,87%). Apesar do recuo no mês, o segmento acumula alta de 4,97% nos últimos 12 meses. Entre os itens que ficaram mais caros, o destaque foi a autoescola, com aumento de 2,10%.

Comunicação

O grupo “comunicação” apresentou alta de 0,42% em maio, repetindo o resultado registrado em abril. O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento de 1,39% nos planos de telefonia móvel.

Já os serviços de streaming mantiveram os preços estáveis no mês, mas acumulam alta de 6,37% nos últimos 12 meses. O único item com queda foi o aparelho telefônico, que recuou 0,42%. Apesar da alta mensal, o grupo registra a menor inflação acumulada entre os segmentos pesquisados, com avanço de 1,03% em 12 meses.

Transportes

O único grupo com recuo foi “transportes”, que caiu 0,15%, influenciado pela redução nos preços dos combustíveis. O etanol apresentou a maior queda (-3,83%), seguido pelo diesel (-1,95%) e pela gasolina (-1,08%). No entanto, as passagens aéreas ficaram mais caras, com aumento de 4,39%.


Fonte: Midiamax
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

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Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

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