Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados hoje (12) sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro mostram um bom panorama para Campo Grande, que ficou com a segunda menor inflação (0,18%) entre as capitais pesquisadas pelo IBGE.
Nacionalmente, o IPCA de fevereiro foi de 0,70%, enquanto a variação mensal para Campo Grande foi de 0,18%, com o resultado da Cidade Morena atrás apenas do índice registrado na capital do Acre, Rio Branco (0,07%), já que nenhum dos cenários pesquisados chegou a anotar deflação no período.
No comparativo mês a mês, enquanto o aumento nacional atingiu a casa de 0,37 ponto percentual de elevação, diante dos 0,33% registrados no País em janeiro, Campo Grande ainda aparece como uma das poucas localidades que observam uma tendência de queda no último mês, assim como: Rio Branco (AC); Salvador (BA) e Curitiba (PR), enquanto nas demais o IPCA subiu.
Isso porque, como bem acompanha o Correio do Estado, em janeiro Campo Grande abriu 2026 com uma inflação de 0,48%, que comparada com o 0,18% de fevereiro representa uma diminuição de 0,30 ponto porcentual.
Análise IPCA local
Ainda que seis dos nove grupos pesquisados tenham apresentado alta no mês de fevereiro em Campo Grande, as maiores altas e ficaram por conta da Educação (4,67%), seguida de Saúde e cuidados pessoais (0,89%), que somados representam menos que 18 por cento da composição do IPCA na Cidade Morena.
Enquanto isso, grupos que representam um maior peso na composição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Campo Grande, como Habitação e Alimentação e Bebidas, por exemplo, anotaram queda no último mês.
Se anteriormente alguns produtos apareciam no índice como vilões da inflação, o campo-grandense pôde sentir esse "alívio" diretamente no bolso, já que itens como o tomate (-10,71%) e a batata-inglesa (-8,55%) aparecem como os grandes responsáveis por baixar os valores relacionados ao grupo de Alimentação e Bebidas.
Além desses, outros itens que fazem quase que cotidianamente no prato da campo-grandense também ficaram mais baratos, como a queda observada no preço da cebola (-4,22%) e do frango em pedaços (-3,31%).
Ainda, o outro grupo responsável pelo bom desempenho de Campo Grande no IPCA de fevereiro é justamente o da Habitação (-1,62%), fortemente influenciado graças à mudança da bandeira tarifária para verde que despencou o índice da energia elétrica residencial em -5,42%.
Já os impactos que pressionaram a inflação foram sentidos principalmente no grupo de Vestuário (1,1% e impacto) puxado pelos subitens joia (3,73%) e calça comprida feminina (3,33%), bem como em Educação, que aparece com alta de 4,67%, a maior variação entre os grupo e que interrompe a série de queda observada na categoria desde novembro de 2025.
Fonte: Correio do Estado
Foto: Gerson Oliveira/ Correio do Estado