BC prevê para 2016 menor rombo das contas externas em nove anos



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23/03/2016 - 00:00

O dólar alto e a recessão da economia brasileira, que diminuíram a busca por produtos e serviços lá fora, vão continuar a ajudar na melhora das contas externas em 2016, informou o Banco Central nesta quarta-feira (23).

A previsão do BC para o chamado déficit em transações correntes neste ano caiu de US$ 41 bilhões para US$ 25 bilhões. Essa conta, formada pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior), é um dos principais indicadores do setor externo brasileiro.

A melhora da previsão está relacionada com a balança comercial e com a conta de serviços - que engloba os gastos de brasileiros no exterior, informou o Banco Central.

Se confirmada a estimativa do BC, haverá uma queda de 57% frente ao rombo em conta corrente registrado em 2015, que foi de US$ 58,88 bilhões. Será também o melhor resultado em nove anos, ou seja, desde 2007, quando foi registrado um superávit de US$ 408 milhões na conta de transações correntes.

Nesta terça-feira (22), no Congresso Nacional, o presidente do BC, Alexandre Tombini, avaliou que os ganhos de produtividade com a alta do dólar são indiscutíveis.

"Esses ganhos têm estimulado não só o crescimento da atividade exportada, mas a substituição de importações, principalmente nos setores de bens intermediários", declarou na ocasião.

Primeiro bimestre

No acumulado do primeiro bimestre deste ano, informou o Banco Central, o déficit em transações correntes somou US$ 6,7 bilhões, com queda de 65% frente ao mesmo patamar do ano passado (-US$ 19,34 bilhões).

"Temos observado um ajuste mais significativo nos últimos três meses. A balança comercial tem contribuído, mas a conta de serviços também [para a melhora das contas externas]", avaliou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.

Componentes das contas externas

Para a balança comercial brasileira, a expectativa do Banco Central passou a ser de um superávit (exportações maiores que importações) de US$ 40 bilhões neste ano - o que, se confirmado, será o melhor resultado desde 2006, quando foi registrado um saldo positivo de US$ 45,11 bilhões.

No primeiro bimestre, houve um superávit de US$ 3,51 bilhões na balança comercial, contra um déficit (importações superiores às exportações) de US$ 5,96 bilhões em igual período do ano passado, segundo o BC.

Além da balança comercial brasileira, dentro da conta de transações correntes também estão as rendas, que incluem, por exemplo, as remessas de lucros e dividendos (parcelas de lucros) ao exterior, e os serviços, que englobam as viagens de brasileiros ao exterior, seguros e aluguel de equipamentos, entre outros.

Para este ano, a autoridade monetária baixou de US$ 40,5 bilhões para US$ 39,3 bilhões sua previsão para o déficit das rendas primárias, ao mesmo tempo em que reduziu de US$ 33,4 bilhões para US$ 28,6 bilhões sua estimativa de resutlado negativo na conta de serviços.

No primeiro bimestre, o BC informou que as rendas primárias tiveram um déficit de US$ 7,45 bilhões e a conta de serviços apresentou um resultado negativo de US$ 3,3 bilhões.

Investimento direto

Apesar de ter reduzido a previsão para o rombo das contas externas, o Banco Central informou que foi mantida em US$ 60 bilhões sua previsão de ingresso de investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira neste ano.

Mesmo assim, haveria queda frente ao patamar do ano passado (US$ 75 bilhões). Entretanto, os investimentos continuariam suficientes para "financiar" em sua totalidade o déficit das contas externas do período – cuja estimativa do BC é de US$ 25 bilhões em 2016.

Fonte: G1

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