Bancos projetam rombo nas contas do governo de R$ 79 bilhões em 2016



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17/03/2016 - 00:00

Bancos ouvidas pela Secretaria de Política Econômica em fevereiro deste ano estimaram um rombo nas contas do governo da ordem de R$ 79,4 bilhões neste ano, informou o Ministério da Fazenda nesta quinta-feira (17). O valor piorou em relação a janeiro, quando a previsão era de um déficit de R$ 70,7 bilhões para as contas do governo em 2016.

As informações foram divulgadas por meio do "Prisma Fiscal" - sistema de coleta de expectativas de mercado para acompanhamento das principais variáveis fiscais brasileiras. Para 2017, o cenário para as contas públicas sofreu forte deterioração. No mês passado, as instituições financeiras previram um rombo de R$ 71,3 bilhões para o ano que vem. Em janeiro, a estimativa de déficit era bem menor: de R$ 42 bilhões para 2017.

Se esse cenário se concretizar, serão quatro anos consecutivos que as contas ficarão no vermelho, visto que, em 2014, já foi contabilizado déficit e que, para o consolidado de 2015, o houve um rombo recorde de R$ 114,9 bilhões - com o pagamento das chamadas "pedaladas fiscais" - repasses a bancos oficiais que estavam atrasados.

O valor do rombo projetado para as contas do governo em 2016 está bem distante da meta de superávit primário do governo, já aprovada no orçamento deste ano, que é de R$ 24 bilhões, ou 0,4% do PIB, para 2016. A diferença entre a previsão dos bancos e a meta fixada em lei é de R$ 103,4 bilhões. Recentemente, o governo informou que enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei para mudar a meta fiscal deste ano, de forma a permitir um rombo de até R$ 60,2 bilhões em 2016.

Reforma fiscal

No mês passado, o governo federal informou  também que quer enviar ao Congresso, até o final de março, uma proposta de lei complementar com medidas a serem adotadas caso as despesas extrapolem os limites autorizados – a chamada reforma fiscal. Na ocasião, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, explicou que a proposta prevê que, no limite, possa ser suspenso o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo.

Fonte: G1

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Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

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