Balança comercial tem superávit de US$ 1 bilhão no início de outubro



Essa página teve 35 visualizações


13/10/2015 - 00:00

As exportações superaram as compras do exterior, resultando em superávit da balança comercial brasileira, em US$ 1,02 bilhão nas duas primeiras semanas de outubro, entre os dias 1 e 11 deste mês, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) nesta terça-feira (13).

No acumulado de outubro, as exportações registraram aumento de 0,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo o governo, isso se deve ao aumento de 8,2% nas vendas de produtos básicos (soja em grão, minério de cobre e milho em grãos, entre outros), visto que as vendas externas de semimanufaturados e manufaturados recuaram, respectivamente, 9,6% e 3,4% nesta comparação.

No caso das compras do exterior, informou o governo federal, foi contabilizada uma queda de 23,2% na parcial de outubro, contra o mesmo mês de 2014. Neste caso, houve menores importações de aeronaves e peças (-66,9%), algodão (-61,6%), papel e obras (-47,4%), filamentos e fibras sintéticas artificiais (-42,2%), siderúrgicos (-38,9%), equipamentos elétricos e eletrônicos (-35,6%) e borracha e obras (-34,1%), entre outros.

Acumulado de 2015

No acumulado deste ano, até 11 de outubro, informou o governo, a balança comercial registrou um superávit de US$ 11,27 bilhões. Com isso, o resultado registrou forte melhora frente ao mesmo período do ano passado, quando foi apurado um déficit (importações maiores do que vendas externas) de US$ 601 milhões.

Na parcial de 2015, as exportações somaram US$ 150,08 bilhões, com média diária de US$ 773 milhões (queda de 15,9% sobre o mesmo período do ano passado). As importações, por sua vez, somaram US$ 138,8 bilhões, ou US$ 715 milhões por dia útil, uma queda de 22,5% em relação ao mesmo período de 2014.

Os números oficiais mostram que o resultado a melhora do resultado da balança comercial, em 2015, está relacionado com a forte queda das importações neste ano (que recuam mais do que as vendas externas) e com o recuo do preço do petróleo. Como o Brasil ainda mais importa do que vende petróleo e combustíveis ao exterior, a queda do preço favorece o resultado comercial.

Resultado de 2014

Em 2014, a balança comercial brasileira teve déficit (importações maiores do que vendas externas) de US$ 3,95 bilhões, o pior resultado para um ano fechado desde 1998, quando houve saldo negativo de US$ 6,62 bilhões. Também foi o primeiro déficit comercial desde o ano 2000, quando as compras do exterior ficaram US$ 731 milhões acima das exportações.

De acordo com o governo, a piora do resultado comercial no ano passado aconteceu, principalmente, por conta da queda no preço das "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como minério de ferro, petróleo e alimentos, por exemplo); pela crise econômica na Argentina – país que é um dos principais compradores de produtos brasileiros – e pelos gastos do Brasil com importação de combustíveis.

Estimativas do mercado e do BC para 2015

A expectativa do mercado financeiro para este ano, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, é de melhora do saldo comercial. A previsão dos analistas dos bancos é de um superávit de cerca de US$ 13 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior.

Já o Banco Central prevê um superávit da balança comercial de US$ 12 bilhões para 2015, com exportações em US$ 192 bilhões e compras do exterior no valor de US$ 180 bilhões. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o superávit comercial da balança comercial em todo este ano pode atingir a marca dos US$ 15 bilhões.

Fonte: G1

12/07/2023 - 09:24
Especialistas defendem novas formas de custeio de sindicatos

Assunto foi debatido em evento sobre os 80 anos da CLT, no Rio

07/02/2023 - 14:40
Técnicos do Sindifiscal/MS apontam que MS deve estreitar relações com a Índia

Análise das exportações de MS aponta que as vendas para Índia em 2022 aumentaram 325% em comparação ao ano passado




Veja mais

Mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

Expectativa é que economia do país cresça 1,85%

Governo divulga novos preços de combustíveis para cálculo do ICMS

Valores definidos pelo Confaz servem de base para tributação estadual e entram em vigor em 1° de maio

Renda comprometida do brasileiro com dívidas atinge nível recorde, diz BC

Quase metade da população está endividada no Brasil




Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul - SINDIFISCAL/MS

---