O governo federal arrecadou R$ 777,12 bilhões no primeiro trimestre de 2026 com impostos e contribuições. O valor é o maior de toda a série histórica, iniciada em 1995, para o período, segundo a Receita Federal.
Quanto foi arrecadado
Arrecadação federal foi a maior da história para o primeiro trimestre. O total obtido pelo governo com impostos e contribuições entre janeiro e março superou o recorde anterior, de 2025 (R$ 713,29 bilhões), em 8,95% e se consolida como o maior desde 1995, ano que marca o início das divulgações da Receita Federal.
Desempenho recorde foi registrado em todos os meses de 2026. O resultado histórico para o primeiro trimestre ocorre com o maior volume arrecadado em toda a série histórica para os meses de janeiro (R$ 325,75 bilhões), fevereiro (R$ 222,12 bilhões) e março (R$ 229,25 bilhões). Todos os recordes anteriores haviam sido contabilizados no ano passado.
Descontada a inflação, a arrecadação federal também cresceu. A alta nominal de 9,34% registrada em março é também 4,99% maior do que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado nos últimos 12 meses. Já a variação do primeiro trimestre é um pouco menor, de 4,58%.
Por que a arrecadação aumentou
Receita listou os fatores que motivaram a arrecadação recorde. O Fisco afirma que o resultado foi impulsionado, principalmente, pela alta da contribuição previdenciária e pelos resultados do PIS/Cofins (Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras ).
Recorde reflete a melhora do mercado de trabalho nacional
O aumento de 3,26% da massa salarial e de 4,56% na arrecadação do Simples Nacional contribuiu para o aumento de 5,37% da contribuição previdenciária, que totalizou R$ 187,37 bilhões entre janeiro e março. Além disso, houve crescimento de 18,06% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a março de 2025 e a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos.
Influencias macroeconômicas também contribuíram
O aumento de 0,69% no volume de vendas do varejo e de 2,49% no volume de serviços apresentado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026 ajudou no crescimento de 5,6% da arrecadação com o PIS/Pasep e a Cofins, que totalizou R$ 153,13 bilhões no trimestre.
Arrecadação com o IOF teve crescimento real de 44,45%, para R$ 25,26 bilhões
De acordo com o Fisco, o desempenho pode ser explicado pelas operações relativas às operações de crédito, de seguros e de saída de moeda estrangeira, especialmente em decorrência de alterações legislativas implementadas em junho de 2025).
Fonte: UOL
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